FURG - DCF - Fisiologia

Estudo sobre o Sangue

OBS.:  PARA SER UTILIZADO SOB ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR.

1. MATERIAIS:

A) Material biológico:

- Humano.

B) Soluções e equipamentos:

- água destilada,
- citrato de sódio a 3,8%.
- NaCl 9%.
- CaCl2 M/40.
- Caolina 0,5%.
- tromboplastina.
- álcool.
- agulhas e seringas descartáveis.
- algodão.
- bateria para hemólise.
- lancetas.
- tubo de hematócrito.
- centrífugas.
- cápsula de porcelana.
- tubos de ensaio.
- bastões de vidro.
- aparelhos de westergreen.
- papel de filtro.

2. PROCEDIMENTOS:

A) MODO DE COLETAR O SANGUE:

- Colocar o braço do paciente sobre uma mesa em posição bem cômoda .

- Garrotear o braço e verificar se há pulso arterial.

- Fazer uma massagem, do pulso em direção ao garrote, para deslocar o sangue.

- Mandar o paciente baixar o braço e fazer o exercício de abrir e fechar a mão.

- Observar a veia e iluminar bem o local para uma melhor visualização.

- desinfetar o local de punção com álcool e esperar secar.

- Usar agulhas e seringas.

- O bisel da agulha deve estar voltado para cima e a graduação da seringa também.

- Introduzir a agulha tangencial e lateral a aveia.

- Aspirar levemente 10 ml de sangue.

- Pouco antes do término da coleta do sangue, retirar o garrote.

- Colocar o algodão embebido em álcool, sobre a agulha e retirar o aparelho.

- Mandar o paciente levantar o braço e apertar no local da punção.

 

B) DISTRIBUIÇÃO DO MATERIAL:

- Colocar mais ou menos 2 ml de sangue na capsula de porcelana.

- Colocar 1 ml ,em 3 tubos de ensaio diferentes.

- Colocar o restante do material no tubo de ensaio maior , colocado exterior e lateralmente a estante. Agitar esse delicadamente.

OBSERVAÇÃO: O sangue deve sempre, ser colocado pelas paredes do frasco que irá conte-lo.

C) DESENVOLVIMENTO DAS EXPERIÊNCIAS:

- Desfibrinação: Um aluno do grupo deverá agitar com um bastão de vidro o sangue contido na capsula de porcelana.

- Efeito da temperatura na coagulação: Colocar 1 ml de sangue em 3 tubos diferentes, e observar o tempo que leva para o sangue de cada tubo coagular, examinando de meio em meio minuto.

- Hematócrito ( HT ) : Encher o tubo especial para HT ( wintrohe) com sangue incoagulavel , usando uma seringa com tubo de polietileno ajustado na sua agulha. A partir do fundo, preencher este tubo com sangue até a marca 10 , centrifugar e ler o resultado diretamente no tubo.

- Velocidade de hemossedimentação ( VHS): Encher uma pipeta especial (westergreen) com sangue citrado até a marca zero. Deixar em repouso em posição vertical por uma hora, em temperatura ambiente. Ler a altura da coluna de plasma ( em mm ) no fim de uma hora.

N - até 4 mm nos homens.

N - até 12 mm nas mulheres.

- Hemoglobina ( HB)

- Hemólise e resistência globular :

Preparar uma bateria de tubos de ensaio para a determinação da resistência globular, da seguinte maneira:

* Numerar os tubos de 1 a 19.

* Colocar uma gota de água destilada no tubo 2, duas gotas no tubo 3 e aumentar progressivamente uma gota por tubo até o tubo 19, que conterá 18 gotas.

* Colocar 18 gotas de uma solução de NaCl a 9% no tubo 1 , diminuindo daí por diante uma gota por tubo, até por uma gota no tubo 18.

* Agitar os tubos para assegurar a mistura.

* Acrescentar em cada tubo 2 gotas de sangue citratado com o auxílio da seringa com o tubo de polietileno . Agitar suavemente , para a perfeita homogeinização e centrifugar. Observar em que tubo começa a Hemólise e onde esta é total.

- Coagulação do plasma:

* Tubo testemunha:

Colocar em um tubo: 0,1 ml de plasma ,

0,2 ml de solução fisiológica.

Anotar o tempo de coagulação.

* Ação do cálcio:

Colocar em um tubo: 0,1 ml de plasma,

0,1 ml de solução fisiológica.

Agitar para perfeita mistura e aguardar dois minutos. Acrescentar 0,1 de uma solução de cloreto de cálcio M/40.. Anotar o tempo de coagulação.

* Influência da temperatura:

Em tubos mantidos a temperatura baixa (frasco em recipiente contendo gelo ) e elevada ( frasco em recipiente com água aproximadamente a 37o ) , repetir a experiência anterior comparando o tempo de coagulação.

* Influência do contato:

Colocar em um tubo: 0,1 ml de plasma

0,1 ml de caolin ( solução a 0,5%).

Agitar e aguardar dois minutos. Acrescentar 0,1 ml de cloreto de cálcio. Anotar o tempo de coagulação.

* Estudo do mecanismo extrínseco :

Colocar em tubo : 0,2 de tromboplastina ,a qual já foi adicionado CaCl2 , está solução contém aproximadamente 0,7 mg de tromboplastina .Acrescentar 0,1 de plasma. Observar e anotar o tempo de coagulação.

NOTA:

Esta última experiência deve ser feita com muita atenção , pois a coagulação ocorre em alguns segundos ( 16 a 17 segundos, aproximadamente ) . Para o estudo da coagulação do plasma, o tempo deve ser registrado desde o exato momento em que se acrescenta a solução de cloreto de cálcio, a mistura previamente incubada. Faz exceção a experiência número 5, em que o tempo será anotado a partir do momento em que se adiciona plasma a mistura.

DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGÜÍNEOS:

Em uma lâmina de vidro, perfeitamente limpa, coloca - se uma gota de soro anti - A e uma gota de soro anti - B nos lugares marcados , tendo o cuidado de não deixar misturar os dois soros , o que os inutilizaria.

Colocar, após , uma gota de sangue e examinar , colhida por picada de polpa do dedo, em contato com cada um dos soros e observar o resultado. Repetir a experiência com o soro anti - Rh.

DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE SANGRIA:

Após limpado o lóbulo da orelha com éter, fazer uma picada com lanceta esterilizada e colher o sangue que escorra a extremidade inferior do lóbulo, cada 30o, em uma tira de papel filtro.

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS.

5. CONCLUSÕES.

Página criada em: 13/03/98

 
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